"Murar o medo"
Informações, dicas, atalhos, de tudo um pouco, aquilo que gosto de dividir: cultura, aprendizagem, conhecimento. Fiquem a vontade! Dividam e divulguem! :)
"[...] E tu serás o adjetivo dessas orações opacas (...). E ser isso é o principal, porque o adjetivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica. O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário." #teoriadomedalhao #machado
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Mia Couto [1]
Estou lendo o livro "O fio das missangas", do Mia Couto, e estou enamorada pela escrita desse cara. Confesso que não o tinha lido anteriormente, sabia algo "de ouvido", mas eis que a oportunidade da vida me coloca diante desse livro. Estou amando. Uma das significativas descobertas, e certamente aprendizagem, desse ano. Dos que tenha lido até agora, fiquei pensando eternamente nos contos "O Cesto" e "Inundação", apesar de que "A saia almarrotada" tenha me deixado extremamente reflexiva. [continua]
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| Capa do livro, lançado pela Companhia das Letras. |
"A missanga, todas a veem.Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas.Também assim é a voz do poeta: um fio de silêncio costurando o tempo."
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Quando o "isso" também é problema meu!
Essa semana o assunto se refere à política: julgamento do Mensalão. O mais engraçado é que talvez quem leia esse blog - se é que alguém o leia - irá dizer: "só se fala nisso! De novo?!"
Aí pergunto: e qual é seu posicionamento sobre isso? O que você tem a dizer sobre a real situação atual no sistema político Brasileiro, do teu país?
Sabemos que, na maioria, não passa de duas linhas. Argumentos consolidados, baseados em fatos históricos atuais e/ou passados, além de uma contextualização teórica baseada na Constituição Federal já podem ser um bom início. "Oi? Tá louca?"
Mas é assim que ELES falam, é com frases de efeito e informações veladas, o tal "jogo das palavras" que eles te iludem, te passam a perna, roubam teu dinheiro, e tu sorri, aplaudindo uma miséria de medalha olímpica, porque nem em esporte de qualidade o teu país investe nos competidores. É não se importando com política que tu representa a tua vontade de continuar compactuando com essa palhaçada toda, é falando e falando de novela no facebook, é compartilhando imagem que não te leva a nada, é "chingando-muito-no-twitter" que tu vai continuar mostrando a tua alienação. Ah, te ofendi? É pra ofender mesmo, ou melhor, é pra te acordar, te mostrar que a vida não é crepúsculo, porque, afinal, até o vampirinho leva chifre, meus queridos. E ao invés da gente discutir se a guria estava ou não certa, discutamos sobre nossos valores frívolos, de nossos falsos moralismos, de nosso teto de vidro, de nossa falsa criticidade. Falemos de nossos preconceitos, mas de respeito, e, enfim, de achar soluções claras para que as coisas comecem a fazer sentido e andar como deve andar. Isso depende da gente, DE TODOS. Se eu fechar os olhos para o que acontece com os outros, eu também não tenho direito de criticar depois. É não só uma questão consciente, mas, principalmente, de bom senso.
Conversando com uma amiga hoje, refletimos que não temos que bancar o intelectual e o crítico o tempo todo, todos os dias. Equilíbrio é necessário para levarmos nossos dias. Não sou sempre a sabedora de tudo, vejo novela, site de fofoca, redes sociais, vejo filme de comédia romântica, faço dieta e cuido da casa. Sou uma pessoa normal, erro, tenho defeitos, mas busco acertar, e não me conformar com uma falsa comodidade barata que nos vendem todos os dias. Mas existe momentos que sei da minha responsabilidade de ser humano, PENSANTE, e crítica do que acontece ao meu redor. Deixar com que as coisas sigam nessa "pseudo-vida" é compactuar com essas vergonhas que ocorrem todos os dias no nosso País, nosso Estado, e deixar que elas continuem, que elas sejam destaque em noticiários, que a violência siga nos amedrontando, que a corrupção continue dando vantagem a quem não mereça, que a gente continue trabalhando honestamente para um salário mínimo, trabalhando meses para pagar imposto, e sem um mínimo de educação e de saúde de qualidade, sabendo que as melhores vagas sejam destinadas aos "QI's": "quem indique". Gente, crítico não é fingir que sabe: é saber e falar, e discutir, e expressar. E aprender. O que realmente vale a pena. Deixando o egocentrismo de lado. E a ignorância e a alienação também. Afinal, são todos esses aqui que nos representa?
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